Charlon – o coronel porradeiro – ataca novamente

O candidato do PRTB ao Governo de Rondônia é nitroglicerina pura.  Mas proposta que é bom…

VISÃO PERIFÉRICA, POR VINICIUS CANOVA

Porto Velho, RO – O tenente-coronel Charlon da Rocha Silva, candidato ao Governo de Rondônia pelo PRTB, é nitroglicerina pura. Proposituras são praticamente nulas em sua incursão rumo ao Palácio Rio Madeira; entretanto, não há postulante melhor para servir de ponte a bordoadas retóricas disparadas contra todos os outros concorrentes.

Isso, claro, quando o próprio não resolve soltar diretamente sua rajada boquirrota belicosa. Neste quesito, é possível que tenha se inspirado no senador afastado Ivo Cassol, do PP, pois atuou por vários anos no setor de Ajudância – e que palavra terrível, diga-se de passagem – do ex-governador à época em que o progressista comandou Rondônia.

Além disso, e talvez esse ponto seja o pior de tudo, participa de uma briga particular com o colega de farda, o também coronel Marcos Rocha, do PSL: há uma imaturidade explícita nessa rixa militarista em que ambos discutem quem, de fato, é o candidato do Bolsonaro em solo rondoniense. Um embate privado, egocêntrico e narcisista completamente alheio aos interesses da sociedade.

Pelo amor de Deus…

cidade
Além das presepadas de Charlon ainda há a poluição visual…

Já nos demais debates, aqueles teoricamente sérios onde os candidatos deveriam discutir propostas, a posição estratégica de Charlon favorece os que precisam de um trampolim pra dar ripada em canela de doido.

Só pra se ter ideia da disposição beligerante do militar, logo no começo da campanha gravou uma entrevista chamando o ex-governador Confúcio Moura (MDB) de frouxo.

No debate da TV Allamanda, foi pra cima de Marcos Rocha, denominando-o como “pau mandado” de Confúcio.

Nesta quarta-feira (26), em entrevista ao Folha do Sul Online, voltou a atacá-lo e a reivindicar o título de candidato do Bolsonaro.

E essa postura de coronel porradeiro não tem rendido o devido retorno. A adesão popular desejada não foi alcançada, muito pelo contrário. Levando em conta as pesquisas divulgadas até agora, para termos um parâmetro firme, Rocha sobe um pouquinho enquanto Charlon fica estagnado ou desce a ladeira de rolimã.

charlon.jpgNa pesquisa Real Time Big Data Charlon caiu: foi de 4 para 1 ponto

Uma receita crítica e incisiva mesclada com ideias, propostas e um olhar cirúrgico sobre questões importantes acerca da Administração Pública pode melhorar o quadro para o neófito fora do restrito círculo castrense.

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